António Maçanita

Enólogo português com uma costela alentejana e outra açoriana, é conhecido por gostar de desafios. António Maçanita é um self made man, que apresenta um percurso sólido, com mais de 10 anos, assente na consistência do projeto Fita Preta que desenvolveu no Alentejo, complementado com os mais recentes projetos de vinhos no Douro “Maçanita – Irmãos & Enólogos” (que faz em conjunto com a sua irmã Joana Maçanita) e nos Açores. A qualidade do seu trabalho e dos seus vinhos têm tido o reconhecimento e o destaque no país e no estrangeiro.

Em 2016 as três empresas produziram cerca de 350.000 garrafas, exportadas para mais de 20 países. Soma-se ainda a consultoria que dá a cerca de 15 projetos de norte a sul do país.

António Maçanita tem feito um trabalho muito importante na preservação e divulgação das castas indígenas e exclusivas dos Açores, dando provas do enorme potencial das castas açorianas e do Terroir Açorianos na produção de vinhos brancos de excepção.

Filipe Rocha

Nasceu em julho de 1977 na ilha de S. Miguel, onde viveu até aos 18 anos, altura em que ingressou Universidade Nova de Lisboa, onde se formou em Economia. No final de 1999 regressou à sua ilha natal para iniciar a vida profissional, tendo trabalhado nas áreas comercial e de análise de projetos de investimento.

Em 2004 é convidado para Diretor Executivo da Escola de Formação Turística e Hoteleira, à altura um projeto com apenas 2 anos. Desde então e até final de 2016 dedica-se às áreas da restauração, hotelaria e turismo, contribuindo decisivamente para transformar a formação profissional na Região e projectar os Açores ao nível da gastronomia e dos vinhos, tanto a nível nacional como internacional.

Apaixonou-se pelas Vinhas do Pico e pelo desafio de dar a conhecer os vinhos da Região, sempre ligados ao potencial da gastronomia e dos produtos dos Açores. A amizade com António Maçanita e Paulo Machado, e a sedução de um desafio de grande dimensão e transformador para a Região são a motivação para os intensos dias de trabalho. É atualmente responsável financeiro e apoio a novos projetos pelas empresas do grupo de António Maçanita.

Paulo Machado

Nasceu na ilha do Pico em 1974, sendo a quarta geração de uma profunda ligação familiar à vivência da cultura da vinha e do vinho na ilha do Pico. Estudou Engenharia Agrícola na Universidade dos Açores e realizou uma Pós-Graduação em Enologia na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, no Porto. Em 2006 funda a empresa Insula Vinus, com o objetivo de produção e comercialização de vinhos. O projeto cresceu com vinhas próprias e um pequeno espaço de vinificação. Desde cedo procurou fazer bem e diferente, procurando também conhecimentos complementares ao mundo do vinho e das vinhas. Participa em diversas iniciativas realizadas nos Açores, e aprofunda uma relação de amizade com Filipe Rocha e António Maçanita, com quem surge em 2013 a oportunidade de trabalhar em parceria. São lançados no mercado o Insula Private Selection e o primeiro Arinto dos Açores de António Maçanita, ainda sob as Signature Series da Fita Preta. Duas edições especiais que marcam o início de uma nova era nos vinhos do Pico!

Atualmente a Insula mantém a sua actividade de viticultura e prestação de serviços, e é nas suas instalações que ainda são produzidos os vinhos da Azores Wine Company. Paulo Machado tem a seu cargo a enorme responsabilidade do trabalho in-loco da recuperação de dezenas de hectares de vinhas em currais e da sua plantação e manutenção, numa transformação da paisagem que contribuirá para o regresso de maiores volumes de produção à ilha do Pico.

A nossa História

A Azores Wine Company foi fundada a 3 de abril de 2014 pelos sócios António Maçanita, Filipe Rocha e Insula Vinus, Lda.

A história de três pessoas profundamente ligadas aos Açores, que se cruzam no final da primeira década do século XXI, à volta de uma paixão à qual dedicam grande parte das suas vidas: os vinhos e a gastronomia.

Entre vários projectos aos quais estão ligados, contam-se a produção de vinhos no Pico, a recuperação de uma casta em extinção, a promoção dos vinhos e da gastronomia dos Açores.

Em 2010, António Maçanita inicia em conjunto com os Serviços de Desenvolvimento Agrário de S. Miguel um trabalho de vinificação da casta Terrantez do Pico. Única no mundo, esta casta quase em extinção revela-se e surpreende pela sua frescura, mineralidade e salinidade. A pequena produção deste vinho pleno de identidade e autenticidade viaja até vários países, e passa a estar disponível em algumas das melhores garrafeiras e restaurantes de topo. Os Açores entram pela porta grande!

A este projeto segue-se em 2013 um trabalho conjunto, desta vez na ilha Pico, entre a Fita Preta Vinhos e a Insula Vinus, para a produção de um vinho com base em mais uma casta autóctone da Região: o Arinto dos Açores.

O trabalho em conjunto, a amizade e visão comum para devolver aos Açores, e em particular à Ilha do Pico, a notoriedade de outros tempos, desafia-os para a criação de um novo projeto.

Surge assim a Azores Wine Company, que já em 2014 produz cerca de 10.000 garrafas. Os brancos monocasta Arinto dos Açores e Verdelho O Original da Rare Grapes Collection representam mais de metade da produção. Mas também surpreendem os vinhos tinto e rosé da Volcanic Series.

Desta história fazem ainda parte o primeiro espumante dos Açores, feito em 2011 no projeto de Terrantez do Pico, e já em 2014 o primeiro espumante do Pico feito a partir da casta Arinto dos Açores.

Por fim, o trabalho já em desenvolvimento na área dos licorosos, em busca dos famosos vinhos do Pico que percorreram mundo há mais de 400 anos.

Filosofia

Queremos trazer o mundo aos Açores e levar os Açores ao mundo!

Queremos dar a provar os Açores através de um copo de vinho… dar a provar a nossa “terra” e o nosso “mar”. E para a experiência ser completa, queremos que nos visite e que sinta o prazer das coisas boas e simples da vida, como só o contacto com a natureza e a hospitalidade destas ilhas lhe podem dar. O projeto da Azores Wine Company é também uma homenagem à História e aos heróis que moldaram a impressionante Paisagem das Vinhas da Ilha do Pico, construindo milhares de currais de perder de vista, nos quais se fez o “impossível”, e que hoje são uma das 14 regiões vitivinícolas classificadas pela UNESCO como Património da Humanidade. Produzimos vinhos únicos, plenos de identidade, puros, frescos, desafiantes e com um toque de sal… como a vida dever ser!

Projeto

A Azores Wine Company está a recuperar cerca de 100 hectares de vinha na ilha do Pico, tornando-se em breve o maior produtor privado dos Açores.

Para além das vinhas próprias, a empresa tem ligação a cerca de duas dezenas de viticultores locais.

A médio prazo a empresa irá produzir cerca de 150.000 garrafas por ano, dando destaque à excelência das castas autóctones da Região, nomeadamente Arinto dos Açores, Terrantez do Pico, Verdelho e Saborinho. Será também importante a produção de vinhos rosé e tinto, que pelo terroir açoriano têm um perfil fresco que vai ao encontro das novas tendências mundiais.

Nova Adega

A Azores Wine Company tem já em desenvolvimento o projeto de construção de uma adega. Queremos dar corpo ao verdadeiro sentido que a palavra “adega” tem na ilha do Pico: uma adega é muito mais que um espaço onde se produzem vinhos… é a nossa sala de estar, onde recebemos os nossos amigos e desfrutamos das coisas boas da vida. Mas uma adega é por vezes um local onde também se pode dormir…

A Adega ficará localizada na costa norte da ilha, próximo do Cais do Mourato, em plena paisagem da Vinha.

António Maçanita é o fundador e sócio maioritário de 4 empresas.